Uhulles











Nova visita na biblioteca pública, mais um livro pra comentar pra vocês. Para variar um pouco, dessa vez eu realmente acabei de ler ele então dá pra contar a história direitinho. Essa é a capa do livro que eu consegui:

Morte em Terra Estrangeira
Morte em Terra Estrangeira

 

“A imagem tá pequena” – Também achei, ou melhor, não achei nenhuma outra no goggle. O livro faz parte de uma série e pelo que deu pra ver é o segundo, mas sem problema ler esse sem ler o primeiro. Na realidade eu nem sabia que tinha um primeiro até procurar pela bibliografia da autora, que por sinal tem muita coisa que parece legal.

Donna Leon
Donna Leon

Essa é a autora do Morte em Terra Estrangeira. Na foto que tem no fundo do livro ela parece muito um homem, mas muito mesmo. Mas se ela fosse um traveco eu ainda leria os livros, já que eles são muito bons. Donna leon nasceu em New Jersey, em 1942, e desde 1981 mora na Itália. Seu primeiro livro, Morte no Teatro La Fenice (Companhia das Letras, 2000), ganhou o prêmio Suntory de melhor romance policial. Eu ouvi gente comparando ela com a Agatha Christie, mas aí já são outros quinhentos.

O personagem principal do livro é o comissário Brunetti, responsável pela área de Veneza, onde acontece um assassinato durante a madrugada.Um corpo aparece boiando nas águas de um canal de Veneza e tirando o comissário mais cedo da cama. O cádaver é identificado como um soldado americano residente de Vicensa, uma cidade perto de uma base militar americana. Brunetti é pressionado pelo seu superior para despachar logo o crime como roubo seguido de morte, para não prejudicar o turismo com notícias sensacionalistas. Apesar das ordens do superior ele vai até a base americana investigar a vida do rapaz e o porque dele ter vindo de tão longe para morrer em uma viela escura de Veneza. Todas as peças se encaixam para um roubo que deu errado, mas Brunetti acha que existe alguma coisa dentro da própria base militar que resultou na morte do jovem.

Lá ele descobre que a supervisora do morto era sua namorada às escondidas e intui que ela sabe de alguma coisa sobre o assassinato. Ela é encontrada uma semana depois morta em seu apartamento por overdose. Brunetti não acredita na possibilidade pelas conversas que teve com ela e começa a investigar essa morte também. Outro crime é designado para ele: um roubo de quadros da casa de um rico empresário. As peças dos dois incidentes vão se unindo de uma forma impressionante, acho que essa união é o que torna o livro tão interessante.

Eu não sou muito fã de história policial, principalmente poque tem alguns escritores que viajam na maionese exageram um pouco na sagacidade dos detetives. Aqui já foi uma coisa mais realista, com um tom de mau humor, erros e sarcasmo. No geral o livro é bom, mas também peca em alguns pontos. Veneza não é uma cidade enorme, mas obviamente é cheia de gente que vem de todos os lugares. No livro a impressão que você tem é que todo mundo se conhece e eu odeio esse tipo de coisa, já que muitos personagens aparecem apenas por aparecer. Outro lado que eu não gostei foi a parte familiar, achei bem sem graça e artificial. Vale a pena ler pela história e desenvolvimento, que são muito bons. Eu achei o livro pra vender em alguns sites, então talvez tenha em alguma livraria perto de você.

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{26/03/2009}   A Vida Tal Como É
A foto do Dito cujo
A foto do dito cujo

Completamente bizarro. Não sei nem de onde consegui desenterrar esse livro. Estou pasma até agora. Não tem uma imagem desse livro no goggle, no GOGGLE. Fiquei passada.

Retornando ao tópico como é o livro e se ele vale a pena… O livro possui 24 contos que na realidade são uma cascata das brabas casos verídicos. O que eu mais gostei era a história da vida de uma menina que perdeu a mãe muito cedo e ficou responsável pelos irmãos e pelo pai que era cego. Ela começou a trabalhar em um hospital como recepcionista mas como isso não deu dinheiro ela procurou emprego no puteiro em uma casa de dança, daquelas em que você paga pra mulher dançar com você. No fim ela larga dessa vida e cas acom um cara lá… Aquele final de novela das seis da Record.

DU-VI-DO que ache esse livro em algum lugar. Eu desenterrei essa pérola literária na Biblioteca aqui de Floripa. Adoro aquele lugar, tu nunca acha o livro que tu realmente quer, mas vale por desenterrar esse tipo de coisa.

Como não tem imagem, não tem crítica, não tem NADA dessa coisa em lugar nenhum, pensei em fazer o post sobre o livro pra acupar espaço. Andei meio sumida, mas nem ligem que eu vou começar a trabalhar e isso vai continuar assim.

ps.: Não liguem pra qualidade da foto, M se recusou a segurar o livro porque ela não quer partes do corpo dela espostas na net.



{11/03/2009}   A Rainha e Eu

Decidi postar aqui alguns livros que leio para dar uma enchida no blog divertir vocês com boas idéias para leitura.
Li essa semana um livro de Sue Townsend, A Rainha e Eu.

Isso na capa é o Príncipe Philipe
Isso na capa é o Príncipe Philipe

O livro define o pesadelo da realeza britânica: acabar a bebida da festa perder o título e o dinheiro que ele representa. Nessa realidade alternativa um candidato trabalhista ganhou as eleições para Primeiro-Ministro e junto com ele veio um parlamento lotado de políticos que achavam que o dinheiro da família real ia ficar lindo nos cofres públicos.

A realeza foi posta em uma favela fedorenta um elegante bairro do subúrbio.

Príncipe Philipe - Marido da Rainha
Príncipe Philipe – Marido da Rainha
Rainha
Rainha
Rainha Mãe - Da outra Rainha
Rainha Mãe – Da outra Rainha

É simplesmente hilário ver pessoas que nunca tiveram que pensar em de onde vem a comida se virarem com o que conseguem ganhar da assistência social para ligar o aquecimento. Da pra rir bastante com os comentários do tipo “Droga, mas que porra de azar ter vizinhos grã-finos!”, “Pelo menos não cagam na banheira, como as bestas que moravam lá antes.”.

É um livro que vale a pena ler se o big brother só começa daqui a três horas, sua mãe quer que você vá no mercado “é pra escola mãe” ou se está na mesa do seu dentista. Vou tentar pegar alguma coisa mais conhecida da próxima vez.

Pela curiosidade, Sue Townsend tem uma bibliografia grande até. Para quem ler A Rainha e Eu e quiser mais obras da autora:

  • Adrian mole na Crise da Adolescência
  • Adrian Mole na Idade do Cappuccino
  • Os Anos Amargos de Adrian Mole
  • As confissões de Adrian Mole
  • O Diário Secreto de Adrian Mole
  • Adrian Mole e as Armas de Destruição Maciça
  • A Rainha e Eu
  • A Rainha Camila

Nosffa, é quase a J.K. Rowling com esse Adrian Mole.



et cetera